O governo do Estado, com fundamentação pretensamente inovadora, sanciona uma nova lei que ‘obriga a escola a informar as faltas dos alunos’. Esquece-se novamente que as visitas efetuadas nas residências de alunos faltosos era rotina no antigo Ensino Primário. Os professores se preocupavam porque, em geral, tais alunos eram principalmente aqueles que se atrasavam nos estudos ou que apresentavam algum tipo de indisciplina ou problema de comportamento. Mais uma vez, tal medida lembra uma questão corriqueira, isto é, era um procedimento normal, de rotina, no Ensino Primário, porém, inexistente no Ensino Secundário. Não era inédito no Estado, mas era inédito no Ensino Secundário!
Estas providências eram corriqueiras no antigo Ensino Primário porque o professor primario era favorecido pelo contacto direto com alunos que permaneciam com o mesmo professor, durante todo ano. Ao contrário, no antigo Ensino Secundário e, ainda hoje no ensino de 5ª a 8ª séries, o contacto com alunos continua dificultado porque os professores lecionam em várias escolas, em séries diferentes, além do acúmulo de aulas durante a semana.
Estes fatos são ignorados ou desprezados pelos especialistas que assessoram o secretário da educação. Pois é necessário que o Governador, como canditado à presidência, esteja acreditando que está “reinventando a republica”!
OUTRA TRAPALHADA DO GOVERNADOR
29/Junho/2009Mais uma trapalhada do Governador de S. Paulo
17/Junho/2009O governo do Estado, com fundamentação pretensamente inovadora, sanciona uma nova lei que ‘obriga a escola a informar as faltas dos alunos’. Esquece-se novamente que as visitas efetuadas nas residências de alunos faltosos era rotina no antigo ensino primário. Os professores se preocupavam porque, em geral, tais alunos eram principalmente aqueles que se atrasavam nos estudos ou que apresentavam algum tipo de indisciplina ou problema de comportamento. Mais uma vez, tal medida lembra uma questão corriqueira, isto é, era um procedimento normal, de rotina, no ensino primário, porém, inexistente no ensino secundário. Não era inédito no Estado, mas era inédito no ensino secundário!
Os “avanços” da educação em São Pauo
11/Maio/2009 Em propaganda do PSDB, na televisão, o Governador anunciou que, além da professora efetiva, seria contratada mais uma professora, para promover e incentivar o ensino, nas primeiras séries do Ensino Fundamental.
Uma “medida inédita” também tramita no Senado: um projeto de lei que cria uma “residência para professores, nos moldes da residência médica, com pagamento de bolsa para os formandos no período de residência”.
Mais uma vez, se esquece um passado não muito remoto, quando professores recém formados, os chamados ‘substitutos efetivos’, do antigo ensino primário, estagiavam nos Grupos Escolares. Além do trabalho nos estágios permitir muito aprendizado útil, ainda se dispunha de mais um elemento a auxiliar as professoras efetivas nas salas de aula. Seria interessante relembrar o trabalho desenvolvido por estes estagiários, desde o Império até a década de 1960, momento em que foram dispensados, segundo o argumento de estarem sendo explorados, pelo serviço público, pois exerciam uma função não remunerada.
Com certeza, tudo isso tenha sido lembrado por alguém que, a par da legislação do antigo Ensino Primário, estimulou a assessoria da educação a fazer uma avaliação do passado e, aprendendo com os fracassos e conservando as experiências positivas, recomendou a implantação dessa medida, como se fosse, naturalmente, uma nova descoberta do senhor Governador!
Trapalhadas do Governador
26/Abril/2009Embora a avaliação, de 4 em 4 anos, tenha sido uma imposição da ‘progressão continuada’, durante o Governo Mario Covas, de agora em diante, “a avaliação vai ser feita a cada dois anos e não mais em 4, como ocorre hoje”. Além disso, “continua a não haver repetência no ensino fundamental, mas os alunos que não puderem prosseguir pertencerão a classes especiais de recuperação”. Segundo a Secretária, tais classes serão implantadas, inicialmente, só na Grande São Paulo. “Ao final do ano, a idéia é que o aluno que fez o PIC tenha condições de voltar a uma sala regular no ano seguinte”.
Se sua assessoria fosse competente e honesta, tanto o Governador como a Secretária ficariam sabendo que a preocupação com os “alunos que não puderem prosseguir” é tão velha quanto a idade da escola, pois a organização dos alunos, na primeira série, do antigo ensino primário, separados em secções – A, B e C, – tinha justamente tal preocupação, desde o tempo do Império! Tomaria conhecimento, ainda que, entre 1960 e 1970, realizara-se uma renovação do ensino no Estado de São Paulo, quando foram instituídos os níveis de ensino: Nível I (1ª e 2ª séries) e Nível II (3ª e 4ª séries) e criadas, pela primeira vez, as classes de recuperação! Para tanto, bastaria folhear documentos do antigo Serviço de Orientação Pedagógica, instituído durante a administração Ulhoa Cintra, na Secretaria da Educação, do Estado de São Paulo ou então ler um livro do prof. Azanha, escrito em 1987.
Infelizmente, estas providências foram abandonadas, com a posse de uma nova administração que, de acordo com o velho ramerrão, se pôs a começar tudo de novo…
POR QUE INSISTIR?
2/Setembro/2008Na verdade, não se pode esconder ou disfarçar que, desde a implantação dos chamados PCNs, em 1997, todas as avaliações instituídas, inclusive as mundiais, continuam provocando sustos nos meios educacionais, pela constatação de piores fracassos recorrentes. Por isso, nunca é demais insistir na analise-crítica da forma artificial e açodada como foram eles elaborados e instituídos, sobretudo, em relação à marginalização dos professores.
Leia o resto deste post »
Ainda, Hawking…
1/Agosto/2008Para aqueles que fizeram comentários a respeito de Hawking, eis o trecho da entrevista de Mario Novelo, de onde retirei idéias para o meu post:
Mas a ciência também erra, não?
Quando você ouve que Einstein fez uma nova Teoria da Gravitação mostrando que Newton estava errado, não é nada disso o que aconteceu. Newton não estava errado. O que Einstein fez foi determinar que a teoria de Newton se aplica apenas em certas circunstâncias. Por que isso aconteceu? Porque, do século 17 até o começo do século 20, não tínhamos dados observacionais para mostrar até onde a teoria de Newton era válida. A ciência sempre faz uma extrapolação do que é demonstrado, justamente para que, mais adiante, se possa colocar os limites. Não houve um erro, mas a delimitação da aplicabilidade da teoria. E é assim mesmo que funciona. Hoje, estamos usando a teoria de Einstein em todas as circunstâncias. Ao fazer assim, vamos encontrar – ou não – contradições com a observação ou com outras teorias. Nesse momento, a sua teoria será ultrapassada – mas nunca negada na região onde ela foi compravadamente validada. Dizer que a ciência está sempre errando não é verdade. Ela praticamente nunca corrigiu o passado.
O entendimento do buraco negro é um erro, não?
Sobre isso, há o estudo de um físico russo mostrando que aquele resultado a que Stephen Hawking chegou – e que deu fama a ele – não é verdadeiro. Hawking concluiu que o buraco negro emite radiação e, portanto, não poderia ser negro. Esse cientista chama-se Vladimir Belinski e está aqui no Brasil no momento, em nossa conferência. Fez-se a crítica e é assim mesmo que funciona. Como o fim da história, o fechamento da ciência é uma idéia simplista.
No caso do buraco negro, então, a ciência errou.
O grande erro foi a transformação de Hawking em mito. Ele foi chamado até mesmo de um novo Einstein. O que Einstein fez durou 100 anos e ainda vai durar algumas décadas. Hawking teve uma mídia internacional fantástica. Uma Breve História do Tempo vendeu 1 milhão de exemplares. Duvido que mais de 300 pessoas tenham entendido aquele livro. O mito Hawking é um problema da sociologia – não tem nada a ver com ciência.
Qual Escola?
23/Julho/2008Segundo a descoberta de H.G. de Castro, atual Secretária de Educação do governo de São Paulo, em entrevista à Revista VEJA de 13 de fevereiro de 2008, culpar o estado por todos os males da escola é “uma visão atrasada”, no Brasil.. “Não acho razoável que o professor nunca tenha nenhuma responsabilidade sobre o resultado final de seus alunos”.
Para refrescar a memória da senhora Secretária, uma pesquisa coordenada por Tereza Peres, realizada pela Fundação SM Organização dos Estados Ibero-americanos, indica que “temos de fugir da tendência de culpar ou paternalizar os professores. É preciso dar condições de trabalho e compromissá-los com a eficiência do processo pedagógico”. Além disso, os dados obtidos em entrevista com professores sugerem que a “progressão continuada” pode ser um dos fatores determinantes da falta de esforço e pouca responsabilidade dos estudantes.
A senhora secretária, na verdade, faz coro com os críticos de plantão, focando os professores das séries finais do ensino fundamental, porque, na realidade, eles, diferentemente dos professores das primeiras series, nunca tiveram “responsabilidade sobre o resultado final de seus alunos”. No antigo ensino secundário e, agora, no ensino fundamental de 5ª a 8ª séries, esta é uma velha questão recorrente e, ainda, não resolvida.
Na década de 1960, a resistência dos professores do ensino secundário, diante do ingresso maciço de crianças na escola secundária que, naquele instante, era um problema de policia educacional e de democratização da educação, fez com que a administração Ulhoa Cintra, se propusesse “a responsabilizar o professor secundário sobre o resultado final de seus alunos”.Para tanto, lançou-se mão de duas medidas radicais, na época, extremamente combatidas: “responsabilizar o professor pela reprovação do aluno – uma coisa banal que, na escola primária, sempre havia sido feita e atribuir pontos por alunos aprovados, que pesavam na futura escolha de aulas pelo professor. Isso sempre ocorreu no ensino primário. Não era medida inédita no Estado de São Paulo, era inédita no ensino secundário”. AZANHA, J.M.P. educação alguns escritos, Nacional, 1987. (Os grifos são meus).
Havia também uma outra diferença fundamental. O compromisso assumido pelo antigo professor primário, perante seu trabalho pedagógico, ou seja, a “responsabilidade pelo resultado final de seus alunos”, tinha como recompensa, não só a atribuição de pontos na classificação dos concursos de ingresso e remoção, mas também o status de professor competente e valorizado nos relacionamentos com a comunidade. A competição, amparada pela recompensa recebida, era acirrada e, como se vê, prescindia de remuneração pecuniária.
Tudo isso, portanto, vem confirmar, mais uma vez, que todos os problemas levantados a respeito de qualidade de ensino se concentram, principalmente, nas séries finais do Ensino Fundamental e no Ensino Médio.
Estágio que virou Residência!
25/Junho/2008Ao tomar conhecimento de nova legislação sobre estágios, Claudio M. Castro anota que há aqueles que acusam o estágio “como forma de emprego a baixo custo ou empregos simplórios para estudantes”. Entretanto, além de financiar os estudos, o trabalho realizado nos estágios permite-lhes muito aprendizado útil.
O autor descreve bem o que aconteceu também com os chamados “substitutos efetivos” que, no antigo ensino primário, estagiavam nos Grupos Escolares, quando foram dispensados por argumentos semelhantes. Leia o resto deste post »
As críticas se referem a quais escolas? III
12/Maio/2008
Até quando os críticos e pesquisadores vão continuar a confundir as duas escolas existentes no ensino fundamental? Dolorosa interrogação!
No Brasil, todos os levantamentos e pesquisas, em educação, apontam para o sucesso da universalização do acesso ao ensino fundamental, mas a educação de qualidade, entretanto, ainda é uma questão pendente em todos os níveis de ensino.
Então, era preciso saber o que tem comprometido a qualidade do ensino público. Eis alguns dados publicados pela mídia nativa. Leia o resto deste post »
A que escolas se referem os críticos? II
10/Maio/2008Ao analisar a escola, em sua evolução histórica, evidencia-se que o ensino fundametal (1ª a 8ª ou 9ª séries) se divide em duas escolas diferentes: uma de 1ª a 4ª séreies (o antigo ensino primário) e outra de 5ª a 8ª ou 9ª séries (o antigo ginásio).
Essa separação continua viva, mesmo depois a experiência malograda, proposta pelo governo militar e sua reincidência na atual LDB. O governo Mario Covas, muito bem assessorado, percebeu tal desencontro e separou, acertadamente, as duas escolas, em prédios próprios.
Todavia, os críticos continuam a analisar o ensino fundamental como se fosse uma única escola, mas pelo viés da atuação do antigo ginásio. Leia o resto deste post »
A que escolas se referem, os críticos?
28/Abril/2008Em um contexto escolar, as atividades daquele que ensina, os conteúdos e procedimentos daquilo que é ensinado e os alunos aos quais o ensino se dirige constituem um objeto integrado e complexo, com dinâmicas tão específicas e peculiares que a eventual descontextualização de um ou mais de seus elementos pode obnubilar ou impedir a compreensão, ainda que elementar, desse fenômeno e das relações que o constituem. Leia o resto deste post »
Evasão e repetência – uma história esquecida?
11/Abril/2008O problema da repetencia e da evasão nas primeiras séries do ensino fundamental está normalmente ligado a certos fatores externos à escola. Não é a criança bem nutrida , classe média, amparada e acompanhada pelos pais que fracassa. Quase sempre, é a criança que já traz para a escola problemas que não consegue superar, para os quais a escola não oferece soluções. Então, a grande massa daquelas que fracassam é de crianças que deveriam ter um tratamento diferenciado, não para resolver aqueles impedimentos de origem extra-escolar, mas pelo menos para tentar atenuar seus efeitos, em vez de agravá-los, como costuma ocorrer. Leia o resto deste post »
Os “avanços” da educação em São Paulo
7/Abril/2008O Governador de São Paulo declarou, em entrevista exclusiva, que a educação, no Estado, estava a dar mais um “enorme avanço”, pois a Secretaria da Educação acabava de instituir o Boletim Escolar “no qual estaria registrado toda vida do aluno na escola, para que os pais tivessem conhecimento da conduta e adiantamento dos filhos”! Leia o resto deste post »
O mito Stephen Hawking
6/Abril/2008Com o aparecimento do mais recente livro de Hawking, “Deus um delírio” – seria interessante conhecer o estudo realizado pelo físico russo Vladimir Belinski. Em entrevista ao Jornal da Ciência, Gleiser conta que V. Belinski mostrou que aquele resultado ao qual Hawking havia chegado – e que deu fama a ele – não era verdadeiro. “Fez-se a crítica e é assim mesmo que funciona. Como o ‘fim da história’, o ‘fechamento da ciência’ é uma idéia simplista”. Leia o resto deste post »
Mais um conselho ao governador de São Paulo
27/Janeiro/2008Para que não houvesse tanto vexame, seria bom que os assessores da Sec. da Educação assoprasse, nos ouvidos do ilustre Governador, o que segue: Leia o resto deste post »
E la nave va…
12/Dezembro/2007O artigo de Claudio de Moura Castro, intitulado “Falsos Estágios?”, descreve bem o que aconteceu com os substituos efetivos, do antigo ensino primário, que estagiavam nos Grupos Escolares, quando foram dispensados, pelos mesmos argumentos expostos pelo autor do artigo. Leia o resto deste post »
E la nave va..
17/Outubro/2007Enquanto o Governador de S. Paulo “descobriu a pólvora”, com seus retumbantes avanços na educação, o Ministro da Educação, maravilhado diante de escolas públicas excelentes, também, “descobriu a América”! Leia o resto deste post »
E la nave va…
27/Setembro/2007Desta vez, o preclaro Governador de São Paulo declarou, em entrevista exclusiva, que a educação em São Paulo estava a dar mais um enorme avanço. Leia o resto deste post »
E la nave va…
12/Setembro/2007O ilustre Governador do Estado está muito mal assessorado pela sua Secretaria da Educação. Ou a senhora Secretária e seus assessores também desconhecem ou ignoram a história ou temem discordar do preclaro, mas ignaro, Chefe. Leia o resto deste post »
E la nave va, juntamente com a história
30/Agosto/2007O Governador do Estado, juntamente com sua nova Secretária da Educação fizeram enorme alarde das grandes e profundas modificação, contidas no “novo” plano de educação para as escolas de S. Paulo. Leia o resto deste post »
Escrito por carlosdemorais
Escrito por carlosdemorais
Escrito por carlosdemorais