Dois fenômenos, enraigados em nossas administrações, se arrastam historicamente, dificultando não só soluções, mas até definição e análise dos fatos.
O primeiro se constitui no mau vezo de desprezar toda e qualquer realização de administrações passadas. Diante da inobservância e a falta de análise, bem como, a ausência de avaliação das atividades em processo, a tendência é ignorar as experiências que estão sendo realizadas com exito, com prejuizo dos projetos em desenvolvimento. Por isso, estão sempre a começar tudo de novo…
O segundo consiste no incoveniente costume de imitar, valorizando práticas estranhas a nossa realidade. Este vício, com toda certeza herdado do passado colonial, tem sido a causa principal dos sucessivos fracassos da educação, em nosso país.
O ponto central está na consolidação de estereótipos, na incapacidade de pensar com autonomia e na forma subserviente de se colocar ante teorias esdrúxulas.
Exemplos não faltam. Sem avaliar os procedimentos postos em prática no governo anterior, o atual Ministério da Educação mudou o FUNDEF. Através dos curriculos organizados pelos especialistas e teóricos, o MEC, no governo anterior, impôs aos professores esdrúxulas teorias importadas e, o que é pior, completamente alheias à cultura pedagógica que historicamente foi se estruturando em nossas escolas.
E volta-se ao princípio: sem avaliar a prática pedagogica das escolas, os especialistas e teóricos, presumem que tudo anda errado e… assim, começa-se tudo de novo… Até que, novamente, um outro governo aprenda com os especialistas e teóricos que tudo continua errado e, de novo, buscam-se outras teorias da moda, para impor outra vez…