O comportamento cooperativo constitui um traço vivo em qualquer sociedade. Porém, embora contribua para atividades de grupo bem sucedidas, a cooperação é um aspecto negligenciado, pressionado pelas características competitivas, dominantes em nosso sistema sócio-econômico.
Para O.C. Cox, ditado em Educação e Sociedade, o individualismo, um dos traços essenciais do sistema de classes sociais, presume “terem os diferentes indivíduos atributos diferentes e que cada pessoa deveria possibilitar desenvolvê-los, em competição com os demais, ao máximo de sua capacidade”.
Como instituição pressionada por comportamentos sociais que incluem a competição e valorizam os mais aptos, a escola reflete a sociedade onde está inserida; não funciona em uma realidade virtual. Alterar ou ignorar a realidade leva-nos, simplesmente, a viver uma ficção.
Não somente os concurso e loterias, tão em voga, como também, os exames vestibulares, a procura de emprego, a busca do lucro entre as empresas e demais comportamentos sociais são situações normais de competição e valorização dos mais aptos, no sistema sócio-econômico no qual vivemos. Uma escola diferente deveria estar em algum outro lugar.
Alguns leitores estranharam a recorrência de alguns temas, discutidos neste Blog. Porém, não foi distração nem desorientação do escrevinhador; foi deveras intencional, pois os problemas, frequentemente, se repetem e, às vezes, envergonhados, se disfarçam, vestindo roupagens novas. Talvez seja por isso que nossos especialistas e administradores não conseguem descortiná-los e, muito menos, resolvê-los…
Certamente, todas essas coisas já foram ditas e repetidas, muitas vezes, por variadas pessoas. Mas como ninguém escuta, é preciso sempre recomeçar e repetir, repetir cada vez mais alto!