E la nave va…

O ilustre Governador do Estado está muito mal assessorado pela sua Secretaria da Educação. Ou a senhora Secretária e seus assessores também desconhecem ou ignoram a história ou temem discordar do preclaro, mas ignaro, Chefe.

Agora, os jornais trazem a notícia, contida em entrevista do senhor Governador do Estado de São Paulo, de mais um “enorme avanço na educação e ensino” nas escolas oficiais do Estado: nas classes de primeiras séries do ensino fundamental será colocada mais uma professora, como auxiliar da professora titular.

Não faço parte de sua assessoria, que teria obrigação de fazê-lo, mas gostaria de refrescar a memória do senhor Governador. Isso já se fazia, nas escolas estaduais, em todas as séries e, particularmente, nas primeiras séries, quando se mantinham nas escolas as chamadas “substitutas efetivas”, desde o começo do século XX!

Eram professoras recém formadas que faziam estágio, aprendendo e, ao mesmo tempo, auxiliando as professoras titulares. Isto durou, se não me engano, até a década de 60 ou 70, quando um iluminado especialista descobriu que as “pobres substitutas” estavam sendo exploradas pelo Estado, pois trabalhavam de graça.

Desde então, foi abolida tal função, prejudicando deveras não só a escola e seus alunos, mas também a própria estagiária que não tinha mais oportunidade de ganhar experiência. Senhor Governador, por favor, para que tal providência seja de fato um grande avanço, seria necessário aprender história, buscar no passado os erros e os acertos, pois é através dos erros e dos acertos que caminha a ciência.


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