Na verdade, não se pode esconder ou disfarçar que, desde a implantação dos chamados PCNs, em 1997, todas as avaliações instituídas, inclusive as mundiais, continuam provocando sustos nos meios educacionais, pela constatação de piores fracassos recorrentes. Por isso, nunca é demais insistir na analise-crítica da forma artificial e açodada como foram eles elaborados e instituídos, sobretudo, em relação à marginalização dos professores.
Quando se propôs a preparar os chamados “Parâmetros Curriculares Nacionais”, o que mais preocupou, foi justamente a fundamentação teórica que orientou sua elaboração.
Pressupondo-se que o ‘fracasso anunciado das escolas’ estava. relacionado com a má formação dos professores, os especialistas de plantão, simplesmente, foram em busca de teorias exóticas, já em retrocesso nos países de origem, ao invés de pesquisar a realidade de nossas escolas.
Todavia, os especialistas não foram capazes de perceber que não se tratava, simplesmente, de caracterizar os protagonistas que atuam no espaço escolar e relacioná-los a condições sociais, políticas e econômicas, procedimento que poderia sugerir relações de causa e efeito que, muitas vezes, implicam pressupostos obscuros e simplistas. O que interessava, naquele momento, era, justamente, descrever as práticas escolares e os seus correlatos, objetivados em mentalidades, conflitos, discursos, procedimentos, hábitos, atitudes, regulamentações, resultados escolares etc., que revelariam, com toda clareza, que o professor em sua atividade criativa de ensinar, é um solitário, que por isso mesmo sempre duvida de algum socorro definitivo, proposto por qualquer modelo ou método de ensino, por mais avançadas e sofisticadas que sejam as teorias que supostamente o fundamentam.
