Embora a avaliação, de 4 em 4 anos, tenha sido uma imposição da ‘progressão continuada’, durante o Governo Mario Covas, de agora em diante, “a avaliação vai ser feita a cada dois anos e não mais em 4, como ocorre hoje”. Além disso, “continua a não haver repetência no ensino fundamental, mas os alunos que não puderem prosseguir pertencerão a classes especiais de recuperação”. Segundo a Secretária, tais classes serão implantadas, inicialmente, só na Grande São Paulo. “Ao final do ano, a idéia é que o aluno que fez o PIC tenha condições de voltar a uma sala regular no ano seguinte”.
Se sua assessoria fosse competente e honesta, tanto o Governador como a Secretária ficariam sabendo que a preocupação com os “alunos que não puderem prosseguir” é tão velha quanto a idade da escola, pois a organização dos alunos, na primeira série, do antigo ensino primário, separados em secções – A, B e C, – tinha justamente tal preocupação, desde o tempo do Império! Tomaria conhecimento, ainda que, entre 1960 e 1970, realizara-se uma renovação do ensino no Estado de São Paulo, quando foram instituídos os níveis de ensino: Nível I (1ª e 2ª séries) e Nível II (3ª e 4ª séries) e criadas, pela primeira vez, as classes de recuperação! Para tanto, bastaria folhear documentos do antigo Serviço de Orientação Pedagógica, instituído durante a administração Ulhoa Cintra, na Secretaria da Educação, do Estado de São Paulo ou então ler um livro do prof. Azanha, escrito em 1987.
Infelizmente, estas providências foram abandonadas, com a posse de uma nova administração que, de acordo com o velho ramerrão, se pôs a começar tudo de novo…

não se pode esquecer que a Secretária citada, deixou o cargo, tendo em vista que estava atrapalhando a caminhada do candidato a presidente.