Em propaganda do PSDB, na televisão, o Governador anunciou que, além da professora efetiva, seria contratada mais uma professora, para promover e incentivar o ensino, nas primeiras séries do Ensino Fundamental.
Uma “medida inédita” também tramita no Senado: um projeto de lei que cria uma “residência para professores, nos moldes da residência médica, com pagamento de bolsa para os formandos no período de residência”.
Mais uma vez, se esquece um passado não muito remoto, quando professores recém formados, os chamados ‘substitutos efetivos’, do antigo ensino primário, estagiavam nos Grupos Escolares. Além do trabalho nos estágios permitir muito aprendizado útil, ainda se dispunha de mais um elemento a auxiliar as professoras efetivas nas salas de aula. Seria interessante relembrar o trabalho desenvolvido por estes estagiários, desde o Império até a década de 1960, momento em que foram dispensados, segundo o argumento de estarem sendo explorados, pelo serviço público, pois exerciam uma função não remunerada.
Com certeza, tudo isso tenha sido lembrado por alguém que, a par da legislação do antigo Ensino Primário, estimulou a assessoria da educação a fazer uma avaliação do passado e, aprendendo com os fracassos e conservando as experiências positivas, recomendou a implantação dessa medida, como se fosse, naturalmente, uma nova descoberta do senhor Governador!
Escrito por carlosdemorais